Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

"Da escola para a criminalidade"

 2007-04-29 - 00:00:00

CNASTI alerta para abandono escolar
Da escola para a criminalidade

O abandono escolar está a contribuir para o aumento da criminalidade em Portugal. O alerta é da Confederação Nacional de Acção Sobre Trabalho Infantil (CNASTI), que reclama uma intervenção determinada e eficaz no sector da educação para resolver um problema ‘terceiro-mundista’ que se mantém inalterável desde há dez anos no nosso País. Nos anos 80 e 90, as crianças saíam da escola e eram canalizadas para o sector industrial. Hoje, o trabalho infantil industrial é residual, mas não há alternativas, nem “novas oportunidades”, pelo que, em grande parte dos casos, o abandono escolar acaba por levar os jovens para a marginalidade, prostituição, criminalidade, toxicodependência e tráfico de droga.

Segundo a presidente da confederação, Ana Maria Mesquita, o período de Natal tem-se revelado dramático. Face às notas negativas do primeiro período, muitas crianças e adolescentes abandonam a escola logo nos primeiros meses. O êxodo, porém, prolonga-se pelo resto do ano, sem que, aparentemente, alguém mostre peocupação sobre qual o destino destes jovens, lamentam os dirigentes da confederação.

Para Ana Mesquita, é fundamental que “a escola se disponibilize para ir ao encontro da personalidade da criança e do jovem, respeitando e valorizando os saberes, motivando os que têm mais dificuldades e os mais carenciados, nomeadamente com planos curriculares alternativos”.

De acordo o Eurostat, o abandono escolar em Portugal situa-se nos 40 por cento, entre os jovens com 18 a 24 anos.

Na nossa opinião,  cada vez mais existe desmotivação dos jovens face á escola, preferindo actividades secundárias como ficar em casa a jogar computador , playstation, ou preferindo os desportos ao ar livre, ou seja, um rol de actividades que não contribuem para o seu desenvolvimento intelectual.

publicado por BAAM às 17:11
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"Arte ou vandalismo?"

Aqui e Agora
Arte ou vandalismo?

A matéria é delicada. Os adeptos dizem que o graffiti é uma forma de arte e não um crime.

 

Os gangs organizados de jovens têm gerado debate nos últimos dias. Há uns tempos, veio a Lisboa Rudolph Giuliani, presidente da Câmara de Nova Iorque entre 1994 e 2001. Durante o seu mandato, o crime foi reduzido drasticamente na ‘Big Apple’.

A recomendação dele, para Portugal, era simples. Comecemos por eliminar os graffiti. Através das pinturas com sprays em muros, os jovens vão criando grupos organizados, delimitando territórios e caminhando para a marginalidade.

A matéria é delicada. Os adeptos dizem que o graffiti é uma forma de arte e não um crime. Defendem também que é um modo de os jovens se afirmarem. Se não o fizessem desse modo, recorreriam a meios piores.

No entanto, mesmo os países mais liberais tendem a condenar esta prática.

A capacidade de correr à frente dos polícias é uma qualidade tão essencial quanto a habilidade para usar as latas de spray de tinta. Por isso, na Dinamarca, chegaram a ser usados cães para capturar os infractores. Uma tentativa de solução foi a de utilizar muros livres.

A ideia nasceu no Canadá. As autoridades disponibilizavam uma parede para que pudesse ser livremente pintada.

O resultado não podia ser pior. Rapidamente, os muros livres ficavam preenchidos. Os novos interessados recorriam às áreas próximas. Bairros inteiros ficaram repletos de graffiti.

Na cidade de Esquimalt, também no Canadá, foi criada, então uma alternativa. As pinturas apenas são autorizadas em painéis de teflon especialmente fornecidos para o efeito. Esta iniciativa, sim, foi bem sucedida. Neste caso, a evolução foi um pouco semelhante à da propaganda política em Portugal.

Havia pichagens, que eram letras horrorosamente desenhadas, com sprays de tinta. Danificavam edifícios e, por vezes, monumentos nacionais. Esse tipo de pintura foi rapidamente afastado. Confinou-se a um ou outro grupo radical.

Durante muito tempo, mantiveram-se os cartazes de papel colados nas paredes. Era uma prática já antiga. Quem não queria sujeitar-se à sua colagem, tinha de pagar uma licença camarária. Mas, muitas vezes, a interdição era violada.

Recordo-me de meu pai mandar retirar uma velha tabuleta, com os dizeres: “É prohibido afixar cartazes n´esta propriedade”. Não servia de nada. Os cartazes de papel colados nas paredes permaneciam lá durante anos. Sucessivas camadas eram sobrepostas.

Entretanto, a propaganda política passou a realizar-se através de telas plásticas colocadas em postes e que são posteriormente removidas ou mediante cartazes gigantes em suportes apropriados (outdoors).

Voltando aos graffitti, eles estão muito ligados à cultura hip-hop e aos disc jockeys Afrika Bambaataa e Kool Herc. Mas, curiosamente, foram popularizados, em 1970, por um jovem grego, Demetrius, residente em Washington, cuja alcunha era Taki 183.

Pessoalmente, julgo que os graffitti não devem ser estimulados.

Uma vez detectado um novo grafito, ele deve ser fotografado, por forma a possibilitar a identificação dos seus autores, pelas cores, palavras e simbologia. De imediato, deve proceder-se à pintura da parede.

Na nossa opinião, o grafiti, pode ser visto como uma arte ligada ao hip-hop, mas também como uma forma de vandalismo, de modo a impôr a sua opinião. 

 

 

publicado por BAAM às 17:05
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"Delinquência juvenil"

2005-09-05 - 00:00:00


Delinquência juvenil

Casas de correcção são resposta eficaz?

SIM

Enquanto não se encontrarem alternativas credíveis, as casas de correcção continuam a ser a única resposta eficaz contra a delinquência juvenil, cada vez mais grave. É que nos tempos que correm muitos dos ‘miúdos’ de 13, 14 e 15 anos são autênticos profissionais da marginalidade que, como tal, devem ser afastados das pessoas de bem. Mais que não seja para darem algum valor à liberdade.

Miguel Martins - Subeditor de Sociedade

NÃO

Quando os casos não são extremos – e, a acreditar nos tribunais portugueses, estes ascendem a pouco mais de duas centenas – as casas de correcção apenas servem como escolas para uma criminalidade em maior escala. A reinserção passa, isso sim, pela oferta de oportunidades a quem, se calhar, nunca as teve, a quem um ambiente familiar difícil terá negado a infância.

 Na nossa opinião, concordamos com a segunda opinião uma vez que as casas de correção não resolvem os problemas, pois tornam-se uma especie de escola de marginais, sendo que a maioria enverga pelos caminhos da marginalidade.

publicado por BAAM às 17:00
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"Crianças sem futuro"

2006-02-03 - 00:00:00

Infância, agressores e vítimas
Crianças sem futuro

São miúdos sem família, crescem ao Deus-dará, tornam-se adultos mais cedo. Mas entre o risco social e a delinquência vai um passo. O Estado falha na conversão e integração destas crianças. Crescem e acabam nas prisões.

São consideradas crianças em risco mas entram facilmente na marginalidade sem que a Segurança Social, a quem são confiadas, consiga travar-lhes o passo. Nélson – pai toxicodependente morto na cadeia, mãe ausente, criado numa barraca sem água nem luz – é exemplo dessa incapacidade. Vai fazer 13 anos em Outubro e já lidera um grupo de ladrões. Como ele, existem outros dez mil jovens e crianças a viver em instituições da rede social.

Um relatório recente do Observatório Permanente da Justiça conclui pela “necessidade de avaliação” do sistema, que se revela incapaz de promover a conversão e integração social das crianças em risco. “É urgente uma avaliação da aplicação da Lei de Promoção e Protecção”, lê-se no estudo ‘Os Caminhos Difíceis da Nova Justiça Tutelar Educativa’.

Segundo a coordenadora do relatório, Conceição Gomes, quem trabalha com jovens delinquentes – que já foram crianças em risco – acaba por encontrar muitos deles no sistema prisional. “Alguma coisa falha no domínio da Solidariedade Social.”

SEM COMPETÊNCIA PARA DETER

João Sebastião, sociólogo do ISCTE com produção na área da delinquência juvenil, nota que miúdos como o Nélson, obrigados desde cedo a cuidarem de si, transformaram-se em “adultos instantâneos”, estruturando a personalidade com base num mundo desorganizado.

“Mas este caso não é único. O problema da Casa da Alameda [centro de acolhimento de onde o Nélson fugiu para roubar um carro] é que, provavelmente, tem lá 15 miúdos na mesma situação.” O sociólogo adianta que, por causa da elevada rotatividade dos técnicos, “as crianças dificilmente encontram um adulto de referência”. No entender do presidente do Instituto da Segurança Social (ISS), Edmundo Martinho, com tutela sobre a Casa da Alameda, “as instituições estão vocacionadas para acolher os miúdos, que saem e entram de acordo com as regras”. Sobre aqueles que só regressam pela mão da polícia, após terem cometido crimes, e logo a seguir saem de novo, o mesmo responsável explica-se. “Não temos competência para detê-los. Não há grades. Não há segurança. Não é possível evitar que saiam.”

Se os miúdos enveredam pelos caminhos da delinquência, as instituições tentam corrigi-los com recurso ao apoio psiquiátrico e psicológico. “Tem-se feito o trabalho que é possível fazer, mas há barreiras que não é possível ultrapassar”, assegura Edmundo Martinho.

SEGURANÇA NACIONAL

O criminologista Barra da Costa é também da opinião que as crianças em risco “são forçadas a tornarem-se adultos mais cedo, sem referências ou valores”, mas – ressalva – “isso não significa que todas sejam potenciais delinquentes”.

O antigo inspector da Polícia Judiciária não poupa críticas ao modo de funcionamento das instituições de acolhimento, que, considera, “não dão o exemplo e são usadas para justificar o ordenado dos que lá trabalham”.

Barra da Costa entende que a delinquência juvenil é um problema de segurança nacional. “Os miúdos que hoje têm 14 anos, daqui a dez anos terão 24 e sabe-se lá que crimes cometerão nessa altura.

Na nossa opinião, existe uma falta de apoio das instituições a estes jovens , uma vez que os tratam como marginais e só se preocupam em ganhar o seu ordenado no final do mês.

publicado por BAAM às 16:49
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1ª Notícia (...)

Líder de «gang» juvenil condenado a 13 anos

NUNO CÉSAR Rogério, 18 anos, foi condenado esta semana no tribunal de Cascais a 13 anos de prisão. Era conhecido no bairro das Marianas e nos meios policiais por «Mangula». Liderava o chamado Grupo de Cascais que no Outono de 2004 realizou uma série de assaltos a bombas de gasolina, restaurantes, cafés e outros estabelecimentos na zona. Os assaltos às bombas chegaram a ter apenas cinco minutos de intervalo, e nos estabelecimentos entravam embuçados empunhando caçadeiras de canos serrados e pistolas. A vida dos bandos de jovens que crescem na rua, saltando do pequeno furto para o assalto à mão armada, é o tema desenvolvido na revista - uma viagem ao mundo da marginalidade juvenil de Lisboa e do Porto.

 

sinto-me: =)
publicado por BAAM às 16:36
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

As FoToS!!!

Padrão dos descobrimentos...

 

 

um castelo....

 

o Barco da portucália

 

 

uma estatua...

 

 

Professoras acompanhantes

 

 

Nós á espera que a apresentação começasse....

 

                                Autora das fotos: Márcia Gomes

sinto-me: =)
música: Have a nice day Bon jovi
publicado por BAAM às 19:06
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Bem vindos ao BLOGTÍCIAS!

Olá pesssoal!!!

 

Bem vindo ao nosso novo canal de notícias!

É a partir daqui que vamos mostrar ao mundo o que passa na imprensa sobre o nosso tema!!!
Esperemos confirmar e complementar as informações existentes, e ouvir a vossa opinião acerca do nosso tema, realizando uma espécie de debate onde vocês podem participar e também mostrar os vossos pontos de vista!

 

A partir do próximo post começamos a publicar as noticias e outros documentos que acharmos pertinentes para o nosso trabalho!!

 

 

O grupo                                                                                                             BAAM

 

 

 

sinto-me: motivadas
publicado por BAAM às 19:03
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