Cerca de 1250 moradores do Bairro da Ameixoeira fizeram um abaixo-assinado para alertar a autarquia de Lisboa a tomar medidas de combate à insegurança.
O Presidente da Junta de freguesia da Ameixoeira, Bruno Rôlo afirma que várias casas e lojas são ocupadas ilegalmente, sem qualquer intervenção.
Os queixosos falam de vandalismo e criminalidade e referem o realojamento de 45 famílias ciganas de Vale de Forno, como a principal causa. Como resolução, a população quer que a Câmara Municipal de Lisboa instale uma esquadra na zona e proceda ao realojamento das famílias de etnia cigana por vários pontos da cidade.
A contrariar a tendência dos últimos anos, a criminalidade junto das escolas sofreu agravamento de 15% no ano lectivo de 2005/2006. No total, 2500 alunos, professores e auxiliares foram vítimas de violência escolar.
As drogas continuam a marcar presença dentro e fora dos portões das escolas, com um aumento de 44%. Mas a subida é mais flagrante nos crimes de uso e porte de arma, com um aumento de 40%.
A PSP apreendeu 230 armas brancas e 15 armas de fogo no ano lectivo 2005/06, quase o dobro do ano anterior. As armas brancas, como facas e canivetes, são as mais utilizadas; e cerca de 7% são armas de fogo adaptadas.
Actos de vandalismo, ameaças e injúrias, agressões e ofensas sexuais tem também nota negativa no relatório da PSP. Nas escolas da área da Grande Lisboa, a PSP teve conhecimento de uma dezena de casos de prostituição de alunos e alunas menores. Um total de 50 casos de ofensas sexuais, mais sete que no ano anterior, mas quase metade dos denunciados em 2001.
De acordo com o relatório, é nas grandes cidades que se concentram as escolas mais problemáticas. A liderar a lista negra está o Porto, com oito escolas referenciadas, seguido de Almada, com quatro, e Lisboa, Vila Nova de Gaia e Matosinhos, com três das escolas mais perigosas.
Fonte:TVI
Na segunda-feira um cartaz anunciava vingança para Villiers-le-bel e a promessa foi cumprida. Para quem enfrenta a polícia de choque, há uma história mal contada, a da morte de dois adolescentes na noite de domingo. Ao contrário da versão da Polícia, o embate mortal da mota onde os dois rapazes seguiam com o carro patrulha não foi acidental e a comunicação social só diz mentiras.
Os confrontos alastraram a mais cinco freguesias de Val d' Oise. Sessenta polícias ficaram feridos, cinco deles em estado grave, e cerca de trinta viaturas foram incendiadas. Repete-se a vaga de violência de há dois anos. As causas continuam as mesmas, as precárias condições de vida na periferia de Paris onde grassa a discriminação, o desemprego e a marginalidade.
Júnior Veiga, de oito anos, foi visto pela última vez quarta-feira ao final da tarde
Uma criança foi encontrada morta esta quinta-feira num descampado a menos de dez quilómetros de casa, em Caneças, Odivelas. O menino, de oito anos, foi visto pela última vez quarta-feira ao final da tarde. A família apresentou queixa à GNR horas depois.
| O corpo de Júnior Veiga foi encontrado num eucaliptal, perto de Caneças, cerca das 11h30, por um homem que vive perto do local. A Polícia Judiciária suspeita que a criança terá sido levada para o eucaliptal já depois de ter sido assassinada noutro local. A mãe deu conta do desaparecimento do filho quarta-feira quando chegou a casa, depois de mais um dia de trabalho. As funcionárias da Escola Básica de Casal de Cambra confirmam que o menino esteve na porta da escola por volta das 14h30, que recebeu as chaves das mãos do irmão e que, depois, disse que ia para casa. Ainda voltou a ser visto por um vizinho uma hora mais tarde, a quem perguntou onde ficava o parque central. A mesma pergunta terá feito Júnior Veiga ao proprietário de um café, já depois das 18h30. Logo na quarta-feira, a mãe de Júnior esteve no posto da GNR três vezes para apresentar queixa. A versão da GNR é diferente. As autoridades garantem que a primeira participação do desaparecimento da criança só aconteceu às 21h40 e que faltava uma fotografia, mas que cerca das 23h00 todos os postos limítrofes tinham já conhecimento do desaparecimento da criança. |
Criança encontrada morta em Caneças
Terça, 12 de Fevereiro 2008
Fonte: RTP
Os jovens de origem africana que moram no Bairro da Arrentela, Seixal, têm fracas expectativas em relação ao futuro, mas encontraram na dança e na música uma forma de fugirem à marginalidade e conseguirem a integração na sociedade.
É na Associação Khapaz, formada há cerca de seis anos pelos próprios jovens africanos, que aprendem e desenvolvem o hip-hop, uma forma de estar e de viver que ajuda a ultrapassar os problemas familiares, o desemprego, a baixa escolaridade e a discriminação, segundo afirmou Nuno Santos, um dos dirigentes da colectividade.
A Associação Khapaz, a única existente no bairro, acolhe desde quarta-feira e até hoje uma equipa do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas no âmbito do projecto "ACIME junto das comunidades", acção que se insere numa política de maior proximidade com as comunidades imigrantes.
Nuno Santos explicou que os jovens tentam ocupar os tempos livres passando os dias na associação a aprenderem e a desenvolverem a dança, a música e até expressão plástica.
Além dos espectáculos frequentes para toda a comunidade, a associação tem já um grupo de jovens que faz voluntariado nas prisões da região de Setúbal e de Lisboa, onde leva o estilo hip-hop.
No Bairro da Arrentela vivem cerca de quatro mil pessoas, entre os quais cidadãos portugueses, de etnia cigana e de origem africana, três comunidades diferentes, mas que têm o mesmo problema de exclusão social.
Nuno Santos sublinhou que os jovens, que ocupam uma parcela importante no bairro, têm "fraca expectativa em relação ao futuro", abandonam a escola muito cedo e não têm emprego.
"O insucesso escolar deve-se muitas vezes à mentalidade dos próprios professores", disse, adiantando que "a escola não consegue abordar as diferentes culturas".
Através do Programa Escolhas 2ª Geração, a Associação Khapaz vai à procura dos jovens nas escolas e incentiva-os a prosseguir os estudos, dá formação cívica e ajuda os adolescentes a terem um projecto de vida.
No entanto e à semelhança de outros jovens de origem africana, também os rapazes e raparigas do Bairro da Arrentela debatem-se com o problema da ilegalidade.
"Já nasceram em Portugal, mas por desconhecimento dos pais nunca foram legalizados", afirmou Nuno Santos, salientando que a esperança deste jovens está na lei da Nacionalidade que em breve vai ser aprovada pela Assembleia da República e que vai permitir que se tornem portugueses.
"Estarem na ilegalidade cria problemas de auto estima. Estes jovens têm tido dificuldades no acesso à educação, desporto e trabalho", lamentou.
Sobre a iniciativa do ACIME, o dirigente associativo congratulou-se com a acção que "ajudou a reforçar os laços com a comunidade local".
"A associação estava prestes a ser desalojada por falta de pagamento das rendas, mas graças a esta iniciativa a autarquia vai garantir o pagamento", frisou.
O alto-comissário, Rui Marques, destacou o trabalho que a Associação Khapaz tem feito com os jovens de origem africana do bairro, que se debatem com problemas de desigualdade.
De acordo com Rui Marques, estes jovens têm "uma ausência de esperança no horizonte" devido à falta de emprego, ao abandono escolar e ao facto das suas famílias não estarem estruturadas.
"Os jovens desta associação têm feito um óptimo trabalho. Eles próprios tentam resolver os problemas e têm sido os protagonistas das soluções", disse.
Ao contrário da maioria dos bairros onde moram africanos, onde o problema básico é a habitação, na Arrentela as pessoas vivem em apartamentos relativamente recentes.
Apesar de não se colocar o problema da habitação, a exclusão social e as dificuldades de integração são uma evidência no bairro, referiu o alto-comissário.
"A habitação é um passo importante, mas o problema da exclusão não fica resolvido", sustentou.
Ao longo de três dias, a equipa do ACIME contactou e ouviu as comunidades imigrantes residentes da Arrentela e reuniu com as instituições locais, públicas e privadas que lhes dão apoio no sentido de conhecer as dificuldades e encontrar soluções.
A próxima iniciativa do projecto "ACIME junto das comunidades" deverá realizar-se em Abril num bairro do concelho da Amadora.
A primeira acção do ACIME no âmbito deste projecto realizou-se em Novembro na Quinta do Mocho e na Quinta da Serra, no Prior Velho.
A iniciativa tem também como objectivo desmistificar junto da sociedade portuguesa os preconceitos que existem em relação a estes bairros, dando a conhecer a vida e as preocupações.
Agência LUSA
2006-02-10 18:10:51
Após um inquérito a quatro grupos de origem indiana (incluindo hindus, ismailis e sunitas), a dois de ciganos (um dos quais pertencente à igreja Filadélfia), a quatro de cabo-verdianos (de várias crenças) e à minoria sikh (com religião própria), os autores concluíram que o uso da religiosidade é importante na medida em que tem influência nos comportamentos e nas relações com o próximo.
"A religião produz efeitos sociais importantes ao permitir, entre outras coisas, uma maior abertura aos portugueses e, consecutivamente, atitudes menos racistas", disse à Lusa José Pereira Bastos, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e um dos autores do estudo.
Depois de analisadas as respostas dos inquiridos, foram registados quatro grandes factores, um dos quais é o fundamentalismo religioso, que se verifica nas minorias sikh e ciganas, indicou o especialista.
Em ambas as comunidades esse fundamentalismo traduz-se numa repressão sexual das mulheres, que são controladas pelos homens, devem estudar pouco e casar o mais cedo possível, sempre com alguém da mesma minoria.
As duas minorias diferem no facto de a repressão sexual cigana ser uma lei da comunidade e não de um Deus, enquanto a sikh tem uma religião própria e organizada, com templo na Serra da Luz.
Contudo, no caso dos ciganos, o estudo conclui que os seguidores da igreja da Filadélfia não têm o mesmo tipo de comportamento porque a igreja "faz uma forte pressão para que os homens não bebam, não tentem enganar ninguém nos negócios e não cometam actos de violência".
"É uma luta para alterar a lei cigana que produz efeitos sociais importantes", considera o especialista.
O racismo foi outro grande factor e verifica-se sobretudo na comunidade cabo-verdiana.
"Este factor é o que explica muito dos seus comportamentos", explicou José Pereira Bastos, acrescentando que "os portugueses acusam- nos de serem problemáticos, mas os cabo-verdianos justificam o seu comportamento com o facto de os brancos não gostarem deles".
Há ainda a destacar a "falta de controlo inter-geracional nesta comunidade, os pais não controlam os filhos, surgindo muitos casos de gravidez na adolescência, insucesso escolar, abandono escolar e marginalidade", acrescentou.
Também neste caso, a igreja Nazarena "produz efeitos positivos porque defende a importância da escola no futuro dos jovens e alerta para a gravidez precoce, verificando-se que os seus seguidores acusam muito menos os portugueses de racismo".
O professor José Pereira Bastos lamenta que Portugal não dê qualquer tipo de apoio a esse tipo de igrejas (como a Filadélfia e a Nazarena) "que podem fazer sozinhas aquilo que o Estado português não pode fazer por esses grupos".
O comunitarismo religioso, semelhante ao fundamentalismo mas mais atenuado, e a abertura inter-étnica, onde se verifica que as mulheres são superiores aos homens na utilização de mecanismos religiosos são os outros dois grandes factores.
O estudo "Filhos Diferentes de Deuses Diferentes: manejos das religiões em estratégias de inserção social diferenciada" foi apresentado terça-feira durante um Seminário do Observatório da Imigração, promovido pelo Alto Comissariado da Imigração e Minorias Étnicas (ACIME) e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Agência LUSA
2005-03-23 16:10:00
tirada do site:http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=163060&visual=26
A grande onda de violência desencadeada nos últimos dias pelo crime organizado a partir de São Paulo, e que se espalha por outros Estados do País, mostra que a criminalidade está mais organizada que o Estado e também um fracasso total nas políticas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A observação foi feita hoje (15) pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato. “O grave problema está na base social do Brasil: não é com bolsa-alimentação, bolsa-escola, bolsa-família, vale-gás, refeição a 1 real, que se vai diminuir e extirpar a exclusão social do povo brasileiro”, afirmou Busato, em entrevista. Para ele, as últimas ações do crime organizado mostram que o País mergulhou no caos social, contra o qual as ações paliativas do governo - nas áreas social e de segurança - não têm dado resultado.
“O quadro que se vê é o da anarquia do caos social, da anarquia do terror”, sustentou o presidente da OAB. Segundo ele, as cenas e relatos de violência em São Paulo e outros Estados “lembram praças convulsionadas e conflitos de guerrilha mundo a fora, o que em princípio não tem nada a ver com o Brasil, mas tem muito a ver o que a sociedade vem reclamando há muito tempo”. Ele destacou que a sociedade vem clamando há tempos “por um país mais justo, sem anarquia - que não é só a anarquia da criminalidade, mas também a dos dirigentes desse País - e sem a impunidade que acaba tornando o cidadão incrédulo e revoltando essa marginalidade, que tem que ser contida a qualquer custo”.
Busato disse ainda que a sociedade brasileira está atônita e repudia por completo o ambiente de violência desmedida observado nos últimos dias. “Não podemos conviver num Estado desses, num estado de emergência, quase um Estado de guerra, como estamos vendo e que tanto mal faz ao país e à segurança do povo basileiro”. Ele observou que todas as autoridades brasileiras têm a obrigaçaõ de contribuir para conter a onda de ataques do crime organizado. “Todos têm a obrigação de fazer com que a grande massa, que está dentro da lei e quer um Estado justo e com padrões de segurança, seja preservada”.
O presidente nacional da OAB reafirmou que a nação brasileira não aceita, em pleno ano de 2006, um Estado de barbárie como o vivido pelo País. “É preciso conter a insubordinação total da marginalidade contra o Estado democrático e, para isso, são encessárias medidas para inverter essa situação em que o crime mostra-se muito organizado frente a um Estado desorganizado, chegando-se a esse descalabro vergonhoso que estamos vivendo no Brasil”.
Fonte: OAB - Conselho Federal
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