Por Ana Paula Carvalho
| Fotos - Fabio Mattos
Gilberto Nataline, José Serra, Walter Feldman e José Aristodemo Pinotti |
Nesta terça-feira (4/10), no Edifício Matarazzo, atual sede da Prefeitura de São Paulo, no Centro, o prefeito José Serra e os secretários Walter Feldman, da Secretária de Coordenação das Subprefeituras; José Aristodemo Pinotti, da Secretária Municipal da Educação; e Gilberto Nataline, da Secretaria Especial de Participação e Parceria, lançaram a campanha PraçAção, para estimular a adoção de todas as praças públicas da capital até o final de 2008. Na solenidade também estavam presentes o deputado federal Gilberto Nascimento, o vereador José Police Neto (Netinho) e os subprefeitos regionais de São Paulo.
Ao todo, a capital paulista tem 4.400 praças, das quais somente cerca de 70 foram adotadas pela iniciativa privada. Grande parte das restantes estão mal conservadas, degradadas, abandonadas ou ocupadas por moradores de rua e delinqüentes. Muitas estão atulhadas por pilhas de lixo e anúncios publicitários.
Segundo Serra, o problema número um de São Paulo é a invasão do espaço público pelo privado. “Para melhorar as condições ambientais da cidade é necessário um conjunto de ações e trabalho coletivo. Começamos com o processo de retirada dos anúncios publicitários que invadem de maneira avassaladora os espaços públicos da cidade, por ser a forma mais barata de se fazer propaganda. Esse tipo de publicidade é a que mais incomoda e polui a cidade”, disse o prefeito. “Agora estamos engajados neste projeto de adoção e transformação das praças para usufruto de toda a comunidade e o próximo passo será pintar todos os muros da cidade, sejam públicos ou privados, que foram pichados por vândalos”, acrescentou Serra.
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Crianças da Emei padre Manoel da Nobrega abriram o evento com a apresentação de coreografia com a música “Planeta Água”, de Guilherme Arantes |
O objetivo do PraçAção é o de transformar esses espaços públicos em espaços pedagógicos, sociais e de lazer, palcos de diversidade cultural e local para os cidadãos. Esse projeto permite que, além de empresas, universidades, escolas e comunidades adotem essas praças, desde que atendam as prerrogativas do Decreto 45.850, de 26 de abril de 2005 – sobre a Celebração de Cooperação com a iniciativa privada visando à execução de melhorias urbanas, ambientais e paisagísticas, bem como a conservação das área públicas.
Participação popular
“Neste projeto, a participação de cada um é muito importante. Vamos transformar a cidade para todos, fazendo das praças um lugar de confraternização, educação, convivência e harmonia entre as pessoas”, disse Pinotti.
O PraçAção envolve todas as Suprefeituras de São Paulo e as secretarias de Coordenação das Subprefeituras, Municipal da Educação, Especial de Participação e Parceria e do Verde e Meio Ambiente.
Segundo a Prefeitura, há mais de 100 processos em andamento para a assinatura de Termos de Cooperação. Entre os interessados estão entidades como Rotary, Lions e União dos Escoteiros do Brasil, além de comunidades como a judaica e árabe.
Outros 72 termos serão selados com escolas públicas, segundo a Prefeitura. As escolas da rede Municipal devem adotar 46 praças com o objetivo de aproveitar o espaço com atividades continuas com os alunos. Já as escolas da rede Estadual deverão adotar 26, além de implantar o PraçAção no programa Escola da Família, do Governo do Estado, e introduzi-lo, posteriormente, nas demais escolas estaduais.
“A questão da adoção não é apenas econômica”, diz Serra. “As praças precisam de pessoas que zelem por elas, usando o seu espaço de maneira adequada. Melhorando sua estética e distanciando a marginalidade”, acrescentou o prefeito.
“Com esse projeto, as praças passarão a ser uma extensão das salas de aula, um ponto de encontro entre as pessoas de bem e não uma rota de fuga de bandidas ou ponto de usuários de drogas”, falou Feldman.
“O PraçAção vai resgatar a origem deste espaço que possibilita a relação humana, o bom convívio e o bem-estar dos moradores do seu entorno”, disse Netinho.
Centro em Ação
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José Police Neto (Netinho), Walter Feldman e Gilberto Nascimento |
A região central de São Paulo possui uma enorme quantidade de praças e boa parte dessas estão sendo adotadas, o que muito contribui para o processo de requalificação do Centro, bandeira levantada pela Associação Viva o Centro há 14 anos.
Só em julho deste ano de 2005, na Biblioteca Mário de Andrade, foram assinados 16 Termos de Cooperação entre a Subprefeitura da Sé e a iniciativa privada para a conservação de praças e canteiros centrais de avenidas e ruas da área central da cidade.
Foram adotadas as praças Júlio Prestes e Dom José Gaspar, pela Maringá Turismo; a Praça Princesa Isabel e os canteiros da Avenida Rio Branco, pela Porto Seguro; a Praça Álvaro Cardoso de Moura, pela Arlindo Flores dos Santos; os canteiros da Avenida Paulista, pela Ameni Arquitetura; os canteiros do Edifício Caetano de Campos, pela Fundação para Desenvolvimento da Educação (FDE); a Praça do Carmo, pela Prodesp; a Praça Renato Martins Filho, pela Pearson Cotton Services; a Praça Alberto Lion, pela Atlas Schindler Elevadores; a Praça Torquato Tasso Neto, pela Rota Hotelaria; a Praça Antônio Cândido de Camargo, pela Aster Acelub; a Praça Arquiteto Barry Parker, pela Cia. City; a Praça Oswaldo Cruz, pelo Shopping Paulista; a Praça Ragueb Chofhi, pela Univinco; e os canteiros da Avenida São Luís, pelo Sindeprestem.
Vale lembrar que outras empresas há alguns anos adotaram logradouros do Centro que hoje são tidos como cartões da cidade, entre os quais estão: o Vale do Anhangabaú, pelo BankBoston; a Praça Ramos, pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do Grupo Votorantim, entre outros. As três empresas são associadas à Viva o Centro.
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