CNASTI alerta para abandono escolar
Da escola para a criminalidade
O abandono escolar está a contribuir para o aumento da criminalidade em Portugal. O alerta é da Confederação Nacional de Acção Sobre Trabalho Infantil (CNASTI), que reclama uma intervenção determinada e eficaz no sector da educação para resolver um problema ‘terceiro-mundista’ que se mantém inalterável desde há dez anos no nosso País. Nos anos 80 e 90, as crianças saíam da escola e eram canalizadas para o sector industrial. Hoje, o trabalho infantil industrial é residual, mas não há alternativas, nem “novas oportunidades”, pelo que, em grande parte dos casos, o abandono escolar acaba por levar os jovens para a marginalidade, prostituição, criminalidade, toxicodependência e tráfico de droga.
Segundo a presidente da confederação, Ana Maria Mesquita, o período de Natal tem-se revelado dramático. Face às notas negativas do primeiro período, muitas crianças e adolescentes abandonam a escola logo nos primeiros meses. O êxodo, porém, prolonga-se pelo resto do ano, sem que, aparentemente, alguém mostre peocupação sobre qual o destino destes jovens, lamentam os dirigentes da confederação.
Para Ana Mesquita, é fundamental que “a escola se disponibilize para ir ao encontro da personalidade da criança e do jovem, respeitando e valorizando os saberes, motivando os que têm mais dificuldades e os mais carenciados, nomeadamente com planos curriculares alternativos”.
De acordo o Eurostat, o abandono escolar em Portugal situa-se nos 40 por cento, entre os jovens com 18 a 24 anos.
Na nossa opinião, cada vez mais existe desmotivação dos jovens face á escola, preferindo actividades secundárias como ficar em casa a jogar computador , playstation, ou preferindo os desportos ao ar livre, ou seja, um rol de actividades que não contribuem para o seu desenvolvimento intelectual.
. "Da escola para a crimina...